quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Bom Samaritano de Hoje



Em uma rua próxima ao centro da cidade havia um homem todo machucado e quase sem vida jogada ao relento necessitando de ajuda.


1° passa o pastor e olhando o estado daquele homem pensa: “não posso parar para ajudá-lo, pois tenho que ir pregar na igreja e já estou atrasado, e minha pregação pode ganhar mais pessoas para Deus.”

2° passa o presbítero e olhando para o mesmo homem pensa: “não posso parar para ajudá-lo, pois hoje é dia de santa ceia e tenho que ajudar os outros presbíteros…”

3° passa o diácono e olhando para o homem todo machucado pensa: “não posso parar para ajudá-lo, pois já estou atrasado e tenho que abrir a igreja, para o pastor poder pregar a palavra e o presbítero servir a ceia…”

4° passa um travesti e olhando para o mesmo homem ferido no chão e pensa: “nossa hoje foi um dia maravilhoso! Fiz um programa e ganhei 800 reais vou levar esse cara machucado pro hospital!”

Chegando lá ele dá os 800 reais para o tratamento do cara machucado e diz a recepcionista: “meu bem tome esses 800 reais pra cuidar desse cara e se precisar de mais alguma coisa desconta no meu cartão de credito!”

Pergunta: quem cumpriu o chamado de Deus?

Marco Finito

Vi no http://thiagomendanha.blogspot.com/

31 Anos




Aqui se inicia uma outra fase

São três vezes uma década

Que se esvaem em mais de 10.950 dias

Às vezes, triste, mais vezes feliz

Se calcularmos mais, são ainda

262.800 horas, que se diferenciam em

vários formatos:

Dormindo, acordando, tomando banho,

De mau-humor, sentindo dor, chorando,

Sorrindo de felicidade, caindo, tentando...

Ainda não plantei árvore,

Tão pouco escrevi um livro,

Mas, já formei família,

Encontrei o AMOR, em cor,

Som, imagem, frescor, teor,

Dos sonhos, materializaram-se os filhos...

Dois, de uma só vez

Mas, para ser abusado, são gêmeos

E para ser metido, são um casal

Ainda não plantei árvore,

Tão pouco escrevi um livro

Sinto-me cansado, às vezes, incapaz

Mas, consciente de que ainda é só o começo

A vida continua, na estrada, na rua,

Nos palcos da nossa própria vida

Cabe à você escolher protagonizá-la,

Ou ser um mero espectador

Ainda não plantei árvore

Tão pouco escrevi um livro

São 31 anos, mais de 7 copas mundias,

Mas, só me recordo da última

Nesse caminho encontrei as pedras do poeta de Itabira,

Que foram desviadas, algumas vezes tropeçadas

Mas, convicto que preciso continuar

Ainda não plantei árvore

Tão pouco escrevi um livro

Na narrativa dessa história espero

Alcançar a maturidade dos meus filhos

Na sagacidade de viver melhor a cada dia

Plantarei uma árvore

Quiçá escreverei um livro

Mas, sabe amigo,

Ainda é tempo para recomeçar.

Venham mais décadas.

(Uma homenagem ao dia 10 de outubro de 2009,
meu aniversário de 31 anos – Eládio Batista)




segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Luto na África




“HOJE O CÉU FICOU MAIS FOFO”





Para nós aqui em JOCUM Fortaleza, os últimos dias têm sido muito tristes. Logo cedo de manhã, recebemos o recado de pessoas da base de JOCUM Muizenberg – na Cidade do Cabo, na África do Sul – de que nosso querido amigo Fofo tinha caído acidentalmente do terraço do segundo andar de um prédio e não tinha sobrevivido à queda. Perdemos um grande amigo e um dedicado obreiro de nossa família Jocumeira. Também perdemos alguém muito especial, que sempre levava alegria e felicidade por todo lugar aonde fosse e para toda pessoa com quem encontrasse.




Josicleuton (afetuosamente conhecido como Fofo) era membro de uma família muito simples de uma comunidade carente de Fortaleza-CE. Ele terminou sua ETED em JOCUM Fortaleza no ano 2000 e passou a maior parte do tempo depois de sua ETED servindo como obreiro conosco também. Mas, todos aqui sabiam que o sonho e a paixão do Fofo eram a África. Muitas vezes, ele tentou, mas não conseguiu chegar lá. Fofo ajudou sua irmã a fazer ETED em 2004 e até ela conseguiu ir fazer o prático dela na África enquanto que ele ficou para trás apenas com o seu sonho. Em 2007, quando ele estava já quase chegando a desistir de seu sonho, Fofo recebeu uma porta aberta para a Cidade do Cabo, na África do Sul e, em menos de dois meses: África! Lá estava ele em pessoa.






Fofo amava estar na África. Ele ficou super empolgado quando recebeu um visto de 03 anos. Ele serviu na base de Muizenberg coordenando os serviços de alimentação, onde impactou a vida das pessoas, desde obreiros, alunos e até visitantes. Todos conheciam e amavam o Fofo. Depois de seu primeiro ano longe, ele retornou ao Brasil e à Fortaleza para visitar a família e amigos. Ele passou a maior parte de 2009 em JOCUM Fortaleza se preparando para voltar para a África do Sul e trabalhou arduamente para levantar o sustento necessário para continuar com toda a força na sua visão de longo prazo para a África.






Fazia poucos dias que tínhamos recebido um telefonema de Fofo na África do Sul. Ele tinha voltado para lá fazia apenas algumas semanas e estava muito empolgado por ter conseguido ir. Estava muito agradecido com todas as coisas que Deus tinha feito pro seu retorno e também compartilhava conosco sobre como estava grato pelo seu tempo de volta em Fortaleza, onde havia aprendido muita coisa. Jamais imaginaríamos que aquela seria a última vez que falaríamos com nosso querido Fofo.






Não gostamos do fato disso ter acontecido e sentiremos muita falta do Fofo. Mas, pensamos também no fato de que Fofo conseguiu chegar “à terra prometida” e lá era mesmo o lugar onde ele queria estar quando morresse. Eu acredito que sua vida agora vai servir como um exemplo prático do que está escrito em João 12:24: “se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, ficará só; mas, se morrer, dará muito fruto” [Bíblia Almeida Século XXI]. Que a vida e morte de Fofo sirvam de inspiração a muitos outros para que também dêem suas vidas para o avanço do Reino de Deus entre todas as nações e, especialmente, entre as que estão na África.










Com carinho, afeto e saudade,



Equipe JOCUM Fortaleza



Vi no http://www.jocum.org.br/noticias/e-o-ceu-ficou-mais-fofo

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Oficina Livros e pessoas na Igreja Betesda



Blogueiro Sérgio Pavarini afirmando a importância da leitura.
Dia 29 de agosto aconteceu na Igreja Betesda a Oficina com os jovens da igreja sobre livros e pessoas. Sérgio Pavarini um dos mentores do blog Livros e Pessoas esteve batendo um papo com a galera sobre a importância da leitura e indicando livros para a galera. A ressonância do assunto foi positiva segundo o blog dos Jovens Betesda, pois afirmaram que:
“Nos últimos dois anos, a Betesda indicou vários livros para leitura, por exemplo: A mensagem secreta de Jesus e Ortodoxia Generosa, de Brian McLaren; O Evangelho Maltrapilho, de Brennan Manning; Que tipo de pessoas você quer ser?, de Harold Kushner; Cristãos ricos em tempo de fome; de Ronald Sider; Se Deus existe, por que há pobreza e Um caminho espiritual para a felicidade, de Jung Mo Sung; Piedade Pervertida, de Ricardo Quadros Gouvêa; Repintando a Igreja, de Rob Bell; Religião e Repressão, de Rubem Alves; entre outros.
A Betesda acredita na leitura como emancipadora do ser humano. Acredita que a leitura forma pessoas melhores, mais críticas e mais profundas. A importância da consciência crítica foi afirmada por Jesus….. a excelente oficina do Pavarini veio para afirmar coisas que já fazem parte da nossa pespectiva como igreja, para jogar mais luz em outras e para nos lembrar a importância da leitura em nossa formação pessoal.”



Galera participou dando dicas de livros para leitura


Vi no http://alexfajardo.wordpress.com/

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Era uma casa muito engraçada




Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo…


Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Tiago dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Paulo dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.

Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.

Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.

Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.

Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.

Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.

Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada… aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.

Por Tonho

Fundador do Underground - Missão Portas Abertas

Vi no http://solomon1.com/a/